Influenciadores: como lidar com imprevistos

O que fazemos para entregar estratégias consistentes e promover uma relação positiva para marcas, produtores de conteúdo e consumidores

Nesta semana, o maior youtuber do mundo, Felix Kjellberg, do canal PewDiePie, perdeu a mão. Depois de um de seus vídeos trazer menções anti-semitas, o que era "brincadeira" virou uma baita duma crise: perda de seguidores, rompimento de contrato com a Disney e mudanças na relação com o Google, conforme relata o Meio&Mensagem.

Fomos ouvidos pelo M&M nesta semana sobre os cuidados a se tomar para evitar que marcas caiam em situações como esta, e a partir daí decidimos nos aprofundar nessa conversa, bem importante: como criar estratégias de influência benéficas para o criador de conteúdo e a marca de modo a trazer retorno positivo a todos?

Sempre partimos daquela premissa de que quando falamos de criadores de conteúdo, lidamos com pessoas. Com CPFs, não com CNPJs. Abaixo, no melhor estilo listão, passamos por alguns pontos que norteiam muito o trabalho do time de Influência da Mutato.

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Vá fundo no passado
Fazemos um rastreamento detetivesco [no melhor estilo Xeroque Romes] dos influenciadores que indicamos para nossos clientes. Não é só usar ferramentas para rastrear comentários negativos: é entender se há registro de discurso de ódio, opiniões discrepantes com visão, missão & valores da marca… Enfim, uma análise profunda. Demora. Horas de pesquisa, vídeos assistidos, centenas de milhares de comentários lidos - tudo isso numa série histórica. Um time que há anos se dedica a acompanhar, descobrir e conectar influenciadores e marcas. Se em algum momento do processo identificamos algo estranho, é muito comum não recomendar o influenciador. Por mais popular, divertido e alinhado às estratégias da marca que ele seja.

Tenha um olhar estratégico
Nós sempre vamos além da ação pontual. Trabalho com influenciador é relacionamento. Conhecer a pessoa, entender as nuances do seu contexto social e chegar a uma análise mais profunda de com quem estamos estabelecendo uma conexão. Como falamos acima, estamos lidando com ~cerumaninhos.

Ainda assim, há riscos
Isto tudo considerado, vale lembrar que pessoas simplesmente... erram. Falam besteira. Não pensam direito numa opinião que não faz sentido. E o mundo cobra a conta, ali na caixa de comentários. Imediatamente. Todos os envolvidos precisam estar preparados para lidar com esse ambiente. Errar é parte do processo. E faz parte do processo absorver erros e responder de forma construtiva.

Deu ruim. E agora?
Não tem resposta única. Cada crise é uma crise - e a única certeza é que todos passaremos por pelo menos uma. Até aquele momento, no entanto, vale lembrar que nós nos asseguramos de que havia um alinhamento de valores entre os envolvidos no processo. E são esses valores acordados - mesmo que tacitamente - que permitem uma avaliação de quais comportamentos e atitudes são e não são toleráveis. Se a partir de dado momento encontramos um desalinhamento, temos que zelar pela marca e seu público e tomar as medidas necessárias. Em casos mais simples, talvez a rescisão do contrato seja a resposta.

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Aprenda com o erro
Alguns erros podem ser toleráveis e abrir caminho para um aprendizado grande para a marca. Aí, só é preciso considerar se as pessoas estão dispostas a participar dessa conversa e contribuir para o aprendizado que se pode tirar a partir de uma crise. Obviamente, uma regra que não vale em casos de discurso de ódio.