#IssoÉOuro | #ThatsGold: Decodificando uma Olimpíada em tempo real

Os bastidores do trabalho que desenvolvemos local e globalmente para a Coca-Cola nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e como a Mutato contribuiu para que a marca se tornasse a mais relevante nas redes sociais durante o evento

O aquecimento para a Rio 2016 começou mais de um ano antes daquela abertura emocionante que nos fez lembrar o quanto é legal ser brasileiro. Estivemos envolvidos na maioria dos momentos pré-olímpicos da Coca-Cola. Participamos da definição do conceito criativo do TVC veiculado no Brasil, criamos a narrativa de conteúdo para o carregamento da Tocha Olímpica desde o período de inscrições - e, quando o fogo olímpico aportou no Brasil, plugamos influenciadores na incrível jornada do @OUrsoOficial, criando uma aventura que cruzou o Brasil e engajou o público à Coca-Cola e a Rio 2016.

Desde o fim de abril, um time de 30 pessoas rodava o País seguindo @OUrsoOficial. Aqui na Mutato, o restante da equipe se dedicava a pensar o conteúdo que seria produzido durante os Jogos. Ainda faltavam três meses para o evento começar e já terminávamos de amarrar a estratégia. Na paralela, nosso time de Criação trocava de mesas para que todos os envolvidos estivessem juntos e, no planejamento, a galera se desdobrava entre um keynote (e muitos) outro(s) até que todas as pontas estivessem amarradas e o fio condutor do conteúdo da companhia durante os Jogos estivesse definido.

@OUrsoOficial em uma de suas passagens pelo Nordeste, registrado pelo Wilson Jr., DA aqui da Mutato

@OUrsoOficial em uma de suas passagens pelo Nordeste, registrado pelo Wilson Jr., DA aqui da Mutato

E eis que, lá por Junho, recebemos o desafio de escalar esse plano em âmbito global. Era hora de ver se o que vinhamos fazendo no Brasil poderia ser replicado em outros mercados. Com um prazo desafiador, chegamos à concorrência global com uma solução criativa de conteúdo de deixar todos os envolvidos orgulhosos - seja pela velocidade da entrega, seja pela proposta que levamos.

Com a resposta oficial de que estávamos no jogo e que, mais literalmente, estávamos dentro dos Jogos Olímpicos também para outros mercados, nossa vida dali em diante envolveu muitas reuniões, noites de descanso reduzido e uma viagem internacional. Depois disso tudo, tínhamos uma estrutura narrativa definida. Era preciso colocá-la em prática.

A(S) ESTRATÉGIA(S)
Já na semana anterior à abertura dos Jogos, as pessoas envolvidas no Real Time passaram a trabalhar no "fuso olímpico". Nosso escritório deu aquela esvaziada e parte da Mutato começou a despachar diretamente da Newsroom da Parada Coca-Cola, no Píer Mauá, um dos espaços de ativação de marca mais celebrados do evento todo. Cliente, agências parceiras e nosso time estavam ali todos juntos, numa rotina diária de geração de conteúdo que dialogava com os momentos mais memoráveis da Rio 2016.

Enquanto isso, o time envolvido na operação global produzia a série de filmes "Record Breakers", em que influenciadores do Brasil, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália se juntavam para quebrar recordes pouco usuais, curtindo Coca-Cola e a companhia uns dos outros. Passamos por locações na praia, num clube da Ilha do Governador e outro no Jardim Botânico - tudo isso com a cidade já abarrotada de turistas e com a Tocha circulando pelo Rio. Ainda bem que tivemos a luxuosa ajuda do Lucas Rangel para ciceronear outros influenciadores também com uma tonelada de seguidores: Jake Boys, Allie Marie Evans, Hazel Clark, e os irmãos Cody e Alli Simpson.

Além dos filmes, a estratégia global foi complementada por um toolkit de materiais que pudessem ser usados pela Coca-Cola em diferentes mercados durante os Jogos. Alguns dos resultados:

E, claro, contamos com os filmes com os influenciadores:

Para o Brasil, o conteúdo que criamos rendeu, em média, 7 postagens diárias. Impactamos mais de 20 milhões de pessoas e batemos já na primeira semana o alcance do real time da Copa do Mundo de 2014.

E, na final do futebol masculino, desatamos um nó láááá de 2014. Um trabalho que criamos com gosto amargo na boca, mas que nos trouxe muita alegria por ter se tornado uma das reações de marca ao 7x1 mais simbólicas. Lembra do nó na garganta? Eis a nossa resposta:

Tivemos mais uma prova de que criamos conteúdo de qualidade para diferentes mercados de forma competitiva, e que eles recebem muito bem nosso modelo de trabalho - co-criação e colaboração, a partir de uma empresa híbrida: agência e produtora audiovisual, que pluga especialistas e parceiros técnicos com fluidez para entregar o melhor resultado - seja de engajamento, de buzz ou de conversão -, para nossos clientes. É a prova de que nossa estrutura, leve, contemporânea e sempre em transformação (‘mutato’ significa mudança em latim), se acomoda bem inclusive em mercados mais maduros.
— Eduardo Camargo, CEO & CCO da Mutato

Foi uma experiência tão intensa quanto - ou até mais que - passar dias indo de uma competição a outra como espectador. Nas semanas em que o Rio virou o mundo, nós não desligamos dos Jogos. O resultado não poderia nos deixar mais satisfeitos: a Coca-Cola foi a marca mais relevante durante o evento esportivo. E, agora, já estamos pensando no que está por vir. Alguém falou em Tóquio 2020?

As 7 coisas sobre Pokémon GO que viraram assunto aqui na Mutato

Pokémon GO chegou ao Brasil e a produtividade na Mutato caiu muito. Ou não! 

Melhor não entrar nessa discussão, certo?! Ficamos trocando e-mails hoje durante o dia e reunimos neste post as coisas mais legais que rolaram com a gente. E outras que vimos pela interwebs e achamos bem engraçadas. Vai lá:

1. Ajudei a parar o trânsito.

"Plantei um lure (item pra atrair Pokémons pra um ponto durante 30 minutos) na rua da agência e vi quatro pessoas estacionando o carro pra ficar capturando. Fora os transeuntes que paravam e sentavam nos bancos da pracinha. Foram mais de 15." - Brunno Maceno, Criação

2. A Paulista tá um caos (da realidade aumentada)

"Quando saí da faculdade ontem, a avenida Paulista estava LOTADA de gente caçando,  tava bem difícil de conseguir andar." - Luiza Gemelli, Atendimento

"A Paulista parece um sambódromo, com o tanto de gym, pokestop e lure lá." - Jacques Ortiz, Criação


3. Tomei banho com um Zubat (ou quase isso).

"Tinha um zubat tomando banho comigo. Ou quase isso. Quando entrei no banheiro, ele estava lá. Capturei, óbvio." - Guilherme Lopes, Atendimento

GIF_PokeGO_2.gif

4. Os cemitérios andam mais agitados que nunca.

Cemitério da Consolação (SP): outra vibe na realidade aumentada

Cemitério da Consolação (SP): outra vibe na realidade aumentada

"Já marquei rolê no cemitério no sábado para pegar Pokémons noturnos e fantasmas." - Felippe Cordeiro, Criação

5. Uma pessoa caiu no lago.

"Uma pessoa caiu num lago em Curitiba e não é uma noticia do Ego!" - Taís Trevisol, Mídia

6. Uma cidade suíça viralizou trollando Pokemon GO

"O órgão de turismo de Basel (na Suíça) fez a cidade bombar com uma pegadinha com jogadores de Pokémon GO - tudo com o objetivo de promover os pontos turísticos locais." - Eduardo Camargo, CEO/CCO

7. E já tem gente rentabilizando a novidade.

"Conversamos com o motoboy que oferece o serviço de caçador de Pokémon."

 

 

Por trás do olhar que define Karol Conká, MC Carol e Lay

O que estamos querendo dizer quando abrimos espaço para três artistas-ativistas numa campanha da Avon? Comece assistindo este vídeo para entender. 

Ela ri entre um take e outro, mas parece incorporar outra persona quando ouve “Gravando!”. Começa a repetir o texto que criou para falar de empoderamento feminino, andando para a câmera como se fosse engolir o mundo para garantir que sua voz – historicamente silenciada – seja ouvida. E então Karol Conká brilha: 

Enxergando muito além do que a vista alcança
Qualidade, quantidade, bota na balança,
Resultado de quem tem um olhar que define,
Autoestima e confiança servindo de vitrine
— Karol Conká

É fácil perceber o poder de uma artista como Karol depois de poucos minutos por perto. Ela tem a capacidade de falar sobre cinco assuntos ao mesmo tempo, indo da balada da noite anterior à importância da representatividade da mulher negra nos diferentes espaços da sociedade – e ainda tira foto com MC Carol e combina a próxima parceria artística entre as duas.

Era essa energia que ditava o clima do set de gravação da campanha #OlharQueTeDefine, que a Mutato criou e produziu para a Avon para o lançamento da máscara para cílios Big & Define. Nossos vídeos, fotos e GIFs complementam a campanha que a Avon estreou na última semana com um comercial de TV também estrelado por Karol - criado pela J. Walter Thompson, agência-irmã da Mutato.

KarolConkaAVON_6.gif

A escolha de Karol se deve a tudo o que ela vem dizendo; se deve à relevância do seu discurso para o Brasil de 2016. Protagonista do movimento Tombamento, que prega o empoderamento estético negro, Karol tem muito a dizer – e nós, a ouvir e dar espaço para amplificar esse discurso. Aliás, semana passada trouxemos um texto super esclarecedor sobre tombamento e nunca é demais recomendar a leitura (aqui, ó).

Na campanha digital, Karol ganha o reforço de dois nomes mega relevantes do funk e do rap, respectivamente: a carioca MC Carol e a paulistana Lay. A partir do objetivo inicial de promover a máscara para cílios Big & Define, entendemos que as três eram figuras-chave para mostrar que cabe a cada um definir o seu próprio ponto de vista e mostrá-lo aos outros. O resultado, o primeiro de muitas fotos e vídeos, você confere abaixo:

E para ir um pouco mais a fundo no impacto de uma campanha como essa, pedimos que a Daniele Mattos, do nosso time de Insights, desse o ponto de vista dela, engajada nas discussões sobre empoderamento feminino.

O ponto de vista da Dani é tão poderoso que a ideia é deixar aqui só uma provocação para uma conversa que continuará com mais força daqui a alguns dias n’Ø Bløg.

Fala, Dani: 

Ver mulheres negras na campanha da Avon só afirma minha luta por ocupar espaços que são meus por direito. Que eu não deveria comemorar por existirem. Mas penso que, muito mais do que importante na minha vida, essa campanha é ESSENCIAL na vida de meninas que ainda não assumiram a sua verdadeira identidade porque pensam que seu único lugar é o da mulata exótica da televisão. Ver Conká na TV e MC Carol e Lay na internet é mostrar para essas garotas que esse também é o lugar delas. Quando o ‘ser mulher negra’ é desmistificado para essas garotas, a construção de suas verdadeiras identidades se torna um caminho um pouco mais fácil de ser trilhado.
— Daniele Mattos

Ler esse relato – que foi bem além do trecho acima – nos dá um sinal de que estamos no caminho certo. Comunicando com consistência e sem oportunismo os valores de uma marca. Trazendo para o centro das plataformas digitais da Avon debates fundamentais para a visibilidade de gêneros e o empoderamento feminino.

Nas próximas semanas teremos mais conteúdo nas timelines da Avon para continuar essa discussão tão necessária. Fique de olho – e conheça aqui todo o time da Mutato e da J. Walter Thompson envolvido nesta campanha. 

A semana em 5 tópicos: Narcos, doping... e mais!

Trazemos neste post os 5 tópicos que mais chamaram nossa atenção na semana, trazendo as melhores referências que nosso time de Insights encontrou pela interwebs (e além).  

#Copyright
Chamou nossa atenção esse movimento, Shop Art Theft, em que um grupo de 42 artistas questiona o uso sem remuneração de ilustrações por uma gigante global do fast fashion. Indo um pouco além dessa treta em si, vale pensar como o volume insano de informações e referências visuais com que convivemos hoje abre espaço para zonas cinzentas no que diz respeito a propriedade intelectual, plágio, inspiração, falta de crédito ou exploração comercial indevida. Um tema que permeia toda a sociedade e que gera discussões bem interessantes (e looooongas) em diversos setores, mas especialmente nas indústrias criativas. Walter Benjamin ficaria orgulhoso.

#Tombamento
Por aqui, temas como diversidade de gênero, visibilidade e empoderamento sempre chamam nossa atenção e geram conversas super ricas, uma vez que criamos conteúdo para a Avon em torno dessas questões.

Por isso, e por mais uma dezena de motivos, mais que recomendamos (queremos enquadrar e pendurar na parede, na real) esse texto da Stephanie Ribeiro sobre o movimento Tombamento, que prega o empoderamento negro pela estética e vai muito além das fantásticas letras da Karol Conka - que, por sinal, é a estrela da mais recente campanha da Avon. Vai lá, que é uma aula. E releia, porque sempre tem informação nova para absorver.

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#Narcos
Pokémon, GO is so last week... Brinks, não vemos a hora de jogar! Mas ficamos pilhados com a proposta do game Narcos: Cartel War, que está em desenvolvimento e deve ser lançado junto com a segunda temporada da série. No jogo, você poderá andar nessa linha tênue (e perigosa) entre legalidade e ilegalidade assim como o personagem principal da série. E, claro, gerenciar seu próprio cartel. A vibe lembra muito Clash of Clans, e isso só pode ser um bom indício.  

#Doping
Com o maior evento esportivo do planeta batendo à nossa porta em meio a um contexto pouco favorável, acabamos esquecendo o papel que desempenha no lançamento de novas tecnologias, produtos e formas de interação. E isso vale, também, para o combate a casos de doping - um problemão desta competição, por sinal.

Uma nova tecnologia promete mapear o doping genético (embora ainda não existam casos conhecidos). É muito mais complexo do que tomar esteróides: envolve mudança genética via inoculação de vírus. Sim, você leu isso mesmo. A história completa está neste texto super detalhado da Wired.

#CarroElétrico
E falando de inovação, vale conferir esse vídeo sinistro mostrando os bastidores da fábrica da Tesla nos Estados Unidos - que já opera mesmo ainda em construção, e será simplesmente a maior área construída do planeta: 540 mil metros quadrados.

Uma vez que a meta da empresa é produzir 500 mi carros por ano num futuro próximo, a Tesla estima que em 2020 vai precisar, sozinha, da quantidade de baterias produzidas em todo o mundo em 2013.